Macaco Vê, Macaco Faz

Desde a infância ouvimos sobre a importância da liberdade e autonomia, ao mesmo tempo em que somos obrigados a aprender conceitos e ideias que outros escolhem pra nós e somos proibidos de beber água ou ir ao banheiro sem que uma autoridade permita.

Transformamos em auto-evidente a ideia de que as pessoas tendem a não fazer nada na vida sem pressões externas ou metas impostas, e aprendemos que autonomia só é saudável na medida em que não nos leva a pensar muito diferente de nossos pares.

Ouvimos sobre nossa liberdade de ser únicos, mas sem esquecer que todas as unicidades serão classificadas e comparadas a cada bimestre de acordo com um mesmo sistema numérico padronizado – que é o que realmente definirá quem somos diante daqueles que dizem o que devemos pensar.

Pra colocar a cereja no bolo, elaboramos sistemas de punição para aqueles que são tão únicos a ponto de não se sentirem confortáveis com sua submissão a todo esse sistema de controles e avaliações.

E mais tarde reclamamos da falta de novas ideias, de pensamento livre e de mentes únicas.

Palmas pra nós.

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